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ECONOMIA

Petistas criticam enfoque da mídia sobre redução do superávit

Deputados do PT rebateram, ontem (01/04), matérias publicadas pela imprensa que atribuem a redução do superávit primário brasileiro a uma suposta "alta desenfreada" dos gastos públicos. De acordo com os petistas, a diminuição da economia feita pelo governo para o pagamento dos juros se deve às medidas adotadas pelo Poder Executivo para conter os efeitos da crise financeira internacional.

No primeiro bimestre do ano, o superávit caiu de R$ 20,5 bilhões para R$ 3 bilhões. Os jornais Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de S.Paulo e Correio Braziliense afirmam que a queda foi provocada pelos gastos com servidores públicos e pela redução da arrecadação. O Valor é o único que menciona as medidas adotadas para combater os reflexos da crise no Brasil.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), criticou o enfoque das publicações. "Parece que a mídia e a oposição ainda estão nos anos 90. Elas ainda interpretam o mundo, sob uma crise do neoliberalismo, lendo a bíblia do neoliberalismo", afirmou.

Berzoini lembrou que os governos dos Estados Unidos e de países da Europa e da Ásia estão produzindo déficit fiscal para reduzir a desaceleração e a recessão econômica. Segundo ele, o governo brasileiro está momentaneamente executando o Orçamento de uma forma diferente porque, durante os seis primeiros anos de gestão do presidente Lula fez uma política fiscal "extremamente responsável". "Nós reduzimos a dívida interna de 60% para 34% do PIB (Produto Interno Bruto). Então, se ela aumentar um pouco neste ano, dois ou três pontos do PIB, não é nenhuma tragédia, desde que consiga manter a atividade econômica. O governo é um vetor importante para isso", disse.

O deputado Pedro Eugênio (PT-PE), ex-presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, afirmou que a mídia e a oposição "estão arraigadas aos princípios neoliberais que são a raiz da crise financeira". "Foi exatamente esse tipo de compreensão de que o Estado deve sair da economia que levou os bancos americanos a ficarem soltos, sem supervisão, e a causarem um transtorno econômico em todo o mundo", afirmou.

Pedro Eugênio classificou o enfoque dos jornais como "um desvario". "Os aumentos concedidos e as despesas criadas dentro da administração Lula têm sido compatíveis com a situação econômica do País e absolutamente enquadradas na Lei de Responsabilidade Fiscal", disse.

O petista também defendeu as despesas de custeio dos programas sociais. "Isso garante à população o acesso ao mercado e a inclusão social. São gastos que impactam no público, mas têm importância porque dinamizam o mercado interno, que é o sustentáculo do Brasil", afirmou.

Para o deputado José Genoino (PT-SP), "não há gastança" no Poder Executivo. "O governo federal está gastando o que é necessário para administrar a crise e para o Estado desempenhar suas funções mais importantes. Desperdícios existem em outras áreas, não no Executivo. Os salários não são os mais altos, diferente de outros Poderes. Não há empreguismo, diferente de outros Poderes, porque têm sido realizados concursos. Não há esse barulho que a oposição está fazendo", afirmou.

Fonte: Informes do PT na Câmara

02 de Abril de 2009

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